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05-10-2009 in Projetos desenvolvidos, Trabalhos | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Conjuntura
da Semana Especial. A reorganização do capitalismo brasileiro
A análise
da conjuntura da semana dedica-se ao exame da reestruturação do capitalismo
brasileiro tomando como referência as ‘Notícias do Dia’ publicadas no sítio do IHU e a revista IHU On-Line publicada semanalmente. A
análise é elaborada, em fina sintonia com o IHU, pelos colegas do Centro
de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT – com sede em Curitiba,
PR, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.
Sumário:
A
reorganização do capitalismo brasileiro
O governo
Lula e a segunda revolução silenciosa
Governo FHC. A integração passiva
Lula e o Pós-Consenso de Washington
Economia – O neo-desenvolvimentismo de Lula
O Estado
financiador. As grandes transnacionais brasileiras
O Estado investidor. As grandes obras de infra-estrutura
Contradições
Política – O projeto de conciliação nacional
Hegemonia às avessas?
Lula. Síntese da modernização conservadora
A nova maioria. Qual projeto?
Conjuntura da Semana em frases
Foto da semana
Eis a
análise.
A reorganização do capitalismo
brasileiro
O governo Lula e a segunda
revolução silenciosa
A
primeira década do século XXI no Brasil será, provavelmente, identificada daqui
a alguns anos como o período em que se processou a segunda revolução silenciosa
no país. A primeira, deu-se na Era FHC e significou o desmonte da Era
Vargas – a brutal transferência de ativos do Estado para o mercado. Essa
segunda revolução silenciosa – em curso no governo Lula – coloca em
marcha a formação de uma nova maioria econômica e política.
Continue reading "Reorganização do capitalismo brasileiro - IHU" »
24-11-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Da Análise de Conjuntura do mês de setembro de 2009, apresentada no Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, publicamos a parte que aborda a situação do povo Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul.
Eis a análise
Em relação aos povos indígenas do Brasil, merece destaque a situação do povo Guarani Kaiowá, no cone sul do Mato Grosso do Sul. Este povo segue enfrentando a pior realidade entre os povos indígenas brasileiros. Enquanto isso, os estudos para identificação das terras do povo ainda não recomeçaram, mesmo não havendo impedimentos legais para que eles sejam retomados. Para alertar sobre a situação, vale destacar alguns casos mais significativos:
10-11-2009 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
(no site do Instituto Humanitas, da Unisinos, RS)
No Equador, os Shuar estão bloqueando rodovias para defender seus campos de caça. No Chile, os Mapuches estão ocupando fazendas para pressionar por terra, escolas e postos de saúde. Na Bolívia, uma nova constituição dá aos 36 povos indígenas do país o direito de autorregulamentação.
Continue reading "Despertar político indígena agita a América Latina " »
09-11-2009 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Fui convidada a participar
do debate, o Artista Pedagógico como Mediador, organizado pela Funarte, no dia
7 de Novembro de 2009.
Os participantes eram:
-Maria Helena Bernardes e Andre Severo
-Afonso e Sandra Cinto (coordenadores
do Ateliê Fidalga)
-Artista Impossível
A coordenação do evento havia me informado que o debate seria para que pudéssemos dialogar sobre o nosso trabalho com os participantes do Ateliê Fidalga.
O debate foi marcado
para as 11:00 da manhã e por volta das 11:40 ainda estávamos tentando resolver
algumas dificuldades com o equipamento e o Albano Afonso e a Sandra Cinto ainda
não haviam aparecido.
O equipamento
finalmente funcionou e Albano Afonso e a Sandra Cinto ainda não haviam chegado.
O Albano Afonso chegou
só, com mais de uma hora de atraso, descontraído, e portando alguns catálogos
de um laranja forte, que imaginei serem para divulgação do ateliê - afinal todos somos clientes em potencial - mas
sem nenhuma apresentação...
Maria Helena e Andre
Severo foram os primeiros a se apresentar e eu os segui. O Albano Afonso
recusava-se a iniciar a sua fala e após alguma insistência descreveu de forma monótona
uma rotina pouco interessante do Ateliê Fidalga. Em um dado momento senti
profundo pesar pela situação absolutamente constrangedora do coordenador do Ateliê Fidalga, totalmente
despreparado e sem absolutamente nada a dizer de relevante.
Ao final todos
pareciam satisfeitos com o desfecho. O atraso de Albano Afonso, o seu total
despreparo para a sua fala e ausência de Sandra Cinto ao evento que eles se
comprometeram a participar, foram ignorados. Um gritante desrespeito com a
organização do evento pela FUNARTE. Mais um exemplo do descaso de certos atores
do sistema de arte por tudo que é publico.
O publico só é visto como veiculo de promoção do privado.
A FUNARTE obviamente
ofereceu uma excelente oportunidade para que os artistas participantes do ateliê mostrassem seus trabalhos. A vernissage foi concorrida, mais de 600
pessoas visitaram o espaço, jornais, críticos foram arrastados ao espaço. Tudo
muito "espetacularmente" favorável a muitos contatos e oportunidades(1), já um debate, por outro lado, com potencial de questionamento e reflexão, dificilmente poderia ter os mesmos resultados.
08-11-2009 in Artistas | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais
As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.
Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.
Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.
Bloquear a reforma agrária
Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de
produtividade agrícola - cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário
de 1975 - e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate
agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para
criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices
evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes
propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim,
disponível para a reforma agrária.
Para mascarar tal fato, está em curso um
grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal
movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais
uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.
O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais como única alternativa para a agropecuária brasileira.
Concentração fundiária
A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.
Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no primeiro semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.
Não violência
A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.
É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.
Contra a criminalização das lutas sociais
Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.
Ana Amorim
31-10-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
.. "A hipótese de uma arte crítica,
pressuporia uma sociedade crítica.."
Idéias básicas:
Ana Amorim
13-10-2009 in Poder, Projetos desenvolvidos, Trabalhos | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
7 de outubro de 2009
Por Gilmar Mauro
Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem uma expressão que diz: "Pare de Show!"
É patético ver alguns senadores(as), deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter "vitaminas" no próximo pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monções. As laranjas, e não poderia ser planta melhor, são a tentativa de justificar o grilo da Cutrale e de outras empresas daquela região. Passar por cima das laranjas é passar por cima do grilo e da corrupção que mantém esta situação há tanto tempo.
Não é a primeira vez que ocupamos este latifúndio. Eu mesmo ajudei a fazer a primeira ocupação na região, em 1995, para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária. Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais, a Cutrale instalou-se lá há 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tanto, plantou laranjas! Aliás, parece ter plantado um laranjal em parte do Congresso Nacional e nos meios de comunicação. O que não é nenhuma novidade!
Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo, realizada em agosto, um acidente provocou a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada há 9 anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-lo. Esta senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos ilustres defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum dos ilustres fez críticas para denunciar a inoperância do Executivo ou Judiciário, em arrecadar as terras que são da União para resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e das outras milhares de pessoas no país.
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09-10-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Da delegacia rumamos para a fazenda ocupada por cerca de 500 famílias. O cerco policial era grande e tentaram impedir minha entrada, porém fui liberado após uma longa negociação. Ao amanhecer do dia cerca de 250 policiais da cavalaria e tropa de choque estavam no local pra realizar a desocupação da área (hoje isso se repete na fazenda de Borebi: PM chega à fazenda invadida por MST para cumprir reintegração de posse) após um dia inteiro de negociações conseguimos deixar a fazenda sem violência por parte da PM mas tudo isso depois de várias ameaças de prisão e do uso da força.
07-10-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
La vida en Pando
Es una belleza intensa, llena de intensos coloridos y un sin número de voces, que te rodean sin parar, sea de día o de noche la amazonía se defiende de la mano depredadora del hombre, en esta tierras los hombre y mujeres de todas parte de Bolivia además de la frontera brasileña, han aportado de una u otra manera en el desarrollo de este departamento, la mayoria como mano de obra barata para el enriquecimiento de unos cuantos, de esos cuantos el negocio de la castaña no depreda la amazonia, pero pule el temple de hombres y mujeres aguerirdas que tienen que lidiar con la muerte a diaro, ya sea una rama, un coco de castaña, una picadura de vibora letales como la pukara o la lora.
Esta amazonía se traga a las personas que no sepan andar dentro de ella, pero en el fondo lo que pasa es que se defiende, con esos petos que te dejan grandes ronchas, con hormigas guerreras que se clavan en tus pies o con mariwis que se te agarran en tu cabellos y te muerden tu cuero cabelludo.
El otro trabajo ingrato en la que estaban tanto brasileños y bolivianos pobres por igual
La tala indiscriminada arboles, la destrucción de la amazonia
Hoy Pando se dignifica, tuvo que pasar un 1 de septiembre para que eso ocurra
Aca desde el norte me voy a la tierra donde no entra celular ni televisión, aca estoy por caminante soy y sariri es mi nombre.
Aca estoy por que hay mucho que hacer, les estere escribiendo en el corazón
Saludos libertarios
S A R I RI
06-10-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Part 1
Part2
Part 3
Part 4
27-09-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Represion y desalojo frente Embajada Brasil en Honduras
24-09-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Vito Acconci naceu no Bronx, em janeiro de
1940.
Começo este texto lembrando o professor Roberto Corrêa do Santos dizendo que é uma dor terrível quando os outros não podem receber o amor que temos para dar a eles. Pessoas que gostaríamos de amar mais, mas que não podem receber todo nosso amor.
Comecei a constastar a veracidade de tal sentença depois da palestra do Vito Acconci, sexta, dia 11 de setembro de 2009, no Oi Futuro, no Catete, no evento Presente-Futuro capitaneado por Daniela Labra. Depois do evento, no bar, uma colega me alertou: “a gente acaba sendo o chato a ser evitado quando não concorda com a maioria”. Pois é.
Vito Acconci, para mim, sempre foi considerado um Deus. Cheguei antes para poder pegar um lugar para assisti-lo, mas fiquei surpreso que não tinham 5 mil, 10 mil pessoas assistindo-o. Sim, porque se um astro da música vem ao Brasil, como os Rolling Stones, junta-se um público de 1 milhão de pessoas. Como artes visuais é menos popular do que música, pelo menos mais de mil pessoas deveriam assisti-lo. Não tinha 300 pessoas na platéia. Tudo bem. Azar de quem não foi, me consolei
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22-09-2009 in Artistas, Trabalhos | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
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03-09-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Ana Amorim -
Educação
Mestrado em Filosofia – Crítica de Arte – Middlesex University – Londres –Inglaterra– 1998-1989 (incompleto)
Master's of Fine Arts – Pintura e História da Arte - Ohio University - Athens - Ohio – EUA (1986 - 1989)
Bacharelado Arte e Arte Educação - Fundação Armando Álvares Penteado - São Paulo - S.P. - Brasil - (1980 -1986)
Bacharelado Matemática - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil - (1976 - 1977).
28-08-2009 in Curriculo | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Para
a exposição do projeto Nos limites da Arte,
a ser inaugurada em 02 de setembro de 2009, na Funarte de São Paulo, proponho o
seguinte serviço:
Mapas
http://questoes.blogs.com/
Minhas Condições para expor na Funarte de São Paulo:
Local e data: São Paulo, 10 de agosto, 2009
24-08-2009 in Centros Culturais, Curadores, Trabalhos | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Preciso clarificar certas questões de suma importância dentro do meu projeto artístico.
O conceito fundamental do meu trabalho é que o trabalho artístico tem que fluir livremente entre os seres humanos e ser um bem comum.
Portanto não aceito que nenhuma organização/indivíduo ou qualquer dos seus patrocinadores promova o seu "logo corporativo" ou receba remuneração quando da apresentação dos meus conceitos, registros e/ou imagens* em palestras, discussões públicas, publicações e outros, por que isso seria uma ruptura do meu conceito fundamental.
Se alguma organização/indivíduo/espaço ou qualquer dos seus patrocinadores usar o seu logo corporativo, nome para cobrar ingressos, taxas e comissões associadas aos registros do meu viver isso implica em essa organização/indivíduo/espaço estar privatizando esses registros.
Portanto uma organização/indivíduo/espaço ou qualquer dos seus patrocinadores pode dispor dos meus dados com a finalidade exclusiva de difusão cultural em veículos de mídia e imprensa, mas não pode usar o seu "logo corporativo" ou de qualquer dos seus patrocinadores para faze-lo, ao mesmo tempo em que esses veículos de mídia e imprensa não podem usar o seus "logos corporativos" ou de qualquer dos seus patrocinadores ao fazer essa difusão, pelas mesmas razões acima citadas. Uma organização/indivíduo ou qualquer dos seus patrocinadores pode dispor dos meus dados para elaboração de verbete biográfico-curricular a ser publicado em catálogos e peças gráficas de mostras, desde que esses catálogos e verbetes não contenham o seu "logo corporativo" ou de qualquer dos seus patrocinadores. A minha produção artística pode ser disponibilizada na internet para divulgação de eventos e mostras em veículos da mídia impressa e eletrônica desde que não se utilize nenhum "logo corporativo" para tanto. Os meus registros podem ser usados em publicações da internet desde que isso não resulte em promoção de imagem corporativa ou de indivíduos com o objetivo direto ou indireto de ganhos financeiros.
Finalmente o meu trabalho pode ser exibido publicamente desde que o "logo corporativo" do espaço ou de qualquer dos seus patrocinadores não esteja presente no espaço expositivo, ou na fachada exterior do espaço.
Mais adiante gostaria de enfatizar que o meu trabalho é sempre distribuído gratuitamente . Não vendo meus registros e me recuso à apresentar esses registros e evidências onde taxas de ingresso sejam cobradas. Mais além, esses registros também não podem ser expostos em espaços que visem a comercialização dos conceitos/objetos apresentados. E por último, nenhuma organização/indivíduo/espaço pode obter dinheiro/patrocínio/isenção de impostos usando os meu registros.
Esse trabalho pode ser reproduzido e adaptado livremente mesmo sem mencionar a sua fonte desde que não sejam cobradas taxas; nenhum lucro decorra ou resulte em promoção de imagem corporativa ou de indivíduos com objetivos de ganhos financeiros.
(*) Evidências/registros do meu viver: conceitos, mapas, objetos coletados, colagens, videos, fotos, cartas, performances, etc.
Cartas ao Sistema de Arte
http://questoes.blogs.com/cartas_ao_sistema_de_arte/
29-07-2009 in Contratos de Arte | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
20-07-2009 in Transcomunicadora | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Fernando Huanacuni, uma das principais referências intelectuais dos aymara na Bolívia, sustenta que a base do processo de mudança no país está na retomada de culturas originárias
13/07/2009
Vinicius Mansur
Correspondente em
La Paz (Bolívia)
O atual processo político boliviano, sem dúvida alguma, está entre os que mais despertam o interesse da esquerda brasileira. O elevado grau de protagonismo dos movimentos populares na política nacional, o simples fato do país ter elegido um presidente indígena, os embates acirrados com uma elite racista – que fazem de um golpe de Estado uma possibilidade plausível –, as lutas internacionais para garantir a soberania sobre seus recursos naturais, a forte presença do componente étnico como motor de mobilização, as mudanças feitas na Constituição de um país que agora se define como Estado Plurinacional, entre outros elementos, atraem os olhares para a Bolívia e a credenciam como um dos principais laboratórios políticos da atualidade.
A originalidade que compõe este processo político, porém, torna difícil a sua compreensão a partir de análises clássicas. É difícil até sistematizar a diversidade de organizações que fazem frente aos grandes capitalistas do país, o que dirá compreender qual o projeto move cada uma delas. Se olharmos só para o movimento indígena, deixando de lado outros movimentos populares, o sindicalismo e a organizações partidárias, veremos uma organização massiva e multifacetada, composta por culturas que nasceram, pelo menos, cinco mil anos antes do pensamento moderno ocidental. (O plurinacionalismo boliviano reconhece 36 povos originários). A entrevista a seguir, com o intelectual aymara Fernando Huanacuni, é só uma amostra desse mosaico político boliviano.
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16-07-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
19 de abril de 2009...
Faz um bom tempo que não envio uma carta. Continuo pesquisando e as questões são muitas.
Preparei várias cartas; mas as cartas se ampliaram e hoje envolvem uma pesquisa mais ampla e o formato de carta tornou-se limitante. Em 2008 não fiz nenhuma contribuição pública para o debate sobre a "Crise do Sistema de Arte". Porém:
As dificuldades:
19-04-2009 in Curriculo, Projetos desenvolvidos, Trabalhos, Transcomunicadora | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Nos mobilizamos, para denunciar a crise política, econômica, social e ambiental, criada pelas elites que controlam o Estado: capital financeiro internacional e transnacionais. Não aceitamos pagar a conta da crise, com a super-exploracão de nosso trabalho, baixos salários, aumento da jornada de trabalho e com o avanço da exploração sobre os recursos naturais. Por isso, DENUNCIAMOS:
09-03-2009 in A vida dos outros, Outros, Poder | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Manifesto
Repúdio e solidariedade
"Ante a viva lembranca da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio a arbitrária e inverídica revisão histórica contida no editorial da Folha de S.Paulo do dia 17 de fevereiro de 2009. Ao denominar ditabranda o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do país. Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo ditabranda e, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-1964".
Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a Nota de redação, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta as cartas enviadas a Painel do Leitor pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fabio Konder Comparato. Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis a atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante as insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal.
Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fabio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro.
Ana Amorim
26-02-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
26-02-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/02/13/urbana3_0.asp#
abraga@diariodepernambuco.com.br
Não foi
na sala de aula nem em programas sócioeducativos que o pernambucano Targino
(nome fictício), de 17 anos, passou o ano de 2008.
Durante
esse tempo, o jovem "derrubava" cana-de-açúcar. Cortava à foice, por
11 horas, diariamente. Comia, mal, uma vez por dia. Até a última sexta-feira,
ele, outros 26 adolescentes (seis com menos de 16 anos) e 227 adultos eram
submetidos ao trabalho escravo ou trabalho degradante na Usina Cruangi S/A, em
Aliança, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, a 86 quilômetros do Recife,
segundo informou a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A
empresa mantinha os trabalhadores rurais clandestinamente, sem contrato e sem
carteira assinada. Ontem, no fechamento de uma ação do MTE com as polícias
Federal e Rodoviária Federal, essas 252 pessoas retornaram ao local. Mas
voltaram para receber as verbas rescisórias e indenizações. Cada cortador
retirou entre R$ 800 e R$ 1.300. No total, a Usina Cruangi pagou R$ 350 mile
assinou um Termo de Ajustamento de Conduta junto ao Ministério Público de
Pernambuco (MPPE) para custear a educação dos 27 adolescentes até a universidade.
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18-02-2009 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
por Michelle Amaral da Silva última modificação 12/02/2009 17:09
Colaboradores: Ana Garcia e Maria Luisa Mendonça
Empresas usam discurso de integração como fachada para apresentar seus interesses como se fossem os interesses de todos
![]()
12/02/2009
Ana Garcia e
Maria Luisa Mendonça
A atuação de empresas transnacionais brasileiras na América Latina tem sido um assunto polêmico. Porém, para representantes de movimentos sociais latinoamericanos, este tema deve ser aprofundado no Brasil, no sentido de esclarecer os limites entre interesses públicos e privados, geralmente confundidos quando tratados pela imprensa comercial.
O Brasil está em 3º lugar no ranking de empresas de países “emergentes” com potencial para desafiar empresas transnacionais estadunidenses e européias. Entre as brasileiras que atuam no exterior, estão Petrobras, Vale, Votorantim e grandes construtoras como Odebrecht e Camargo Corrêa. Estas empresas se internacionalizam com financiamento público, ganham protagonismo na política externa brasileira e tornam-se também agentes de conflitos entre Estados.
Entre os mais emblemáticos estão os casos do conflito entre Brasil e Bolívia, por conta da nacionalização do petróleo naquele país em 2006, e entre Brasil e Equador no último ano, devido aos problemas causados pela construtora Odebrecht na construção da hidrelétrica São Francisco.
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13-02-2009 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
26-11-2008 in Trabalhos | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
by Michelle Amaral da
Silva — last modified 2009-07-29 13:51
A
conclusão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (Sema), que devolveu
o estudo na última semana, solicitando que sejam feitas complementações
![]()
29/07/2009
Desirèe Luíse,
Radioagência NP
Faltam informações no estudo ambiental sobre o Porto Graneleiro da Cargill,
localizado em Santarém (PA). Esta é a conclusão da Secretaria de Estado de Meio
Ambiente do Pará (Sema). Após dez meses do seu recebimento, a Secretaria
devolveu, na última semana, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do porto,
solicitando que sejam feitas complementações. A Cargill é uma das maiores
empresas mundiais do comércio de grãos.
Segundo o Departamento de Controle e Qualidade Ambiental, com o estudo
incompleto, a Secretaria não consegue dar um parecer sobre os impactos
ambientais e sociais gerados pelo Porto da Cargill.
Na avaliação da Secretaria, um dos problemas é a falta de definição da área de
influência do porto na região. A área deve ser redimensionada para incluir
tanto os municípios cuja produção de soja é escoada pelo porto, quanto aqueles
que, embora não usem o porto, sofrem influência da malha viária de escoamento
do produto.
O procurador da república Cláudio Henrique Días revelou que outras
recomendações de alteração do estudo, feitas pelo Ministério Público Federal,
também poderão ser adicionadas ao pedido de complementação do documento.
“Há problemas na questão do tráfico de caminhões. Também há a questão do
latifúndio, pois o que acontece com a construção do porto? A produção rural vai
ceder espaço para a monocultura latifundiária, porque a soja só se desenvolve
A entrega do novo estudo com as modificações deve levar no mínimo 120 dias. Enquanto
isso, o Porto Graneleiro da Cargill continua funcionando, de acordo com decisão
do poder judiciário.
26-11-2008 in Trabalhos | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
http://www.amazoe.org.br/textoreferencia/os_zoe_e_a_nova_marcha_para_o_oeste_pib.pdf
*Rosa Cartagenes
A concentração de desmatamentos
ilegais e a expansão da “nova fronteira agrícola” graneleira na rota da
BR-163 têm pela frente um povo no
meio do caminho...
O oeste do Estado do Pará tem
vivido dias conturbados para povos indígenas e
populações tradicionais. Enquanto
sudeste e sul do estado nos últimos anos tipificaram
os altos índices de violência
fundiária de referência nacional, o oeste e extremo norte
até há alguns anos pareciam áreas
“adormecidas”, relativamente resguardadas daquilo
que os analistas ambientais
descreveram como “o arco da devastação”, a faixa de ação
antrópica predatória que se
desenhou do sudeste do Acre/sul do Amazonas, Rondônia,
norte do Mato Grosso, subindo
pelo sul do Pará à parte amazônica do Maranhão. Um
parecer pretérito, pois novos
traçados aceleradamente redesenham focos significativos
de destruição, e no oeste do Pará
esta rota tem nome de estrada: BR-163, a propalada
Cuiabá-Santarém. Em coalizão com
a estrada, ou em antecipação a ela, a renitente
expansão do império da soja, que
se alastra do centro-oeste em direção ao norte, a
despeito de oscilações no mercado
internacional e prognósticos não muito promissores
quanto à sua estabilidade ou
qualidade de produção em clima equatorial. Ambos os
eventos, estrada e monocultura,
promovem antecipadamente intensa atividade de
grilagem imobiliária, saque
madeireiro, e inevitáveis conflitos fundiários com populações
tradicionais. Ainda como
pano-de-fundo, uma nova província mineral se reafirma no
sudoeste, através do Projeto
Juriti, da ALCOA/Omnia (extração de bauxita) e a
pretensão de um coeso bloco de
interesses regionais na criação de um novo estado da
Federação, que dividiria o atual Estado do Pará ao meio: o Estado do Tapajós.
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24-11-2008 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Olinda, 23 de outubro de 2008.
OFÍCIO 48/08 APOINME
A Sua Senhoria o Senhor,
MÁRCIO MEIRA – PRESIDENTE DA FUNAI
TARSO GENRO – MINISTRO DA JUSTIÇA
DÉBORA DUPRAT – 6ª CÂMARA
PAULO DE TARSO VANNUCHI - SECRETARIA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
MARILIA MURICY - SECRETÁRIA DE JUSTIÇA, CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS/BA.
FDDI/APIB
A
Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito
Santo – APOINME – vem através deste tornar público a situação que os
índios TUPINAMBÁ de Olivença e Serra do Padeiro estão enfrentando no
momento. A comunidade Tupinambá de Olivença foi despejada ontem de suas
terras e se encontra hoje na Administração da Funai em Ilhéus. Hoje
pela manhã a Polícia Federal entrou na comunidade Tupinambá de Serra do
Padeiro com um mandado de busca e apreensão, invadiu salas de aula e
destruíram bebedores de água, carteiras sem respeitar alunos e
professores que lá se encontravam. Alguns índios foram espancados como
é o caso da índia Glicélia que sofreu várias agressões. O índio
Rosivaldo, o cacique Babau se encontra desaparecido, pois a polícia
quer prendê-lo alegando que o mesmo destruiu um carro da policia e
atentou contra a vida dos policiais.
Os
Tupinambá contam com o nosso apoio institucional e para isso queremos
tornar público que nada os impede de se assumirem enquanto indígenas e
ocuparem seu território tradicional, visto que, a Convenção 169 da OIT
(Organização Internacional do Trabalho) no artigo 1º parágrafo segundo
diz que a auto–afirmação como indígenas ou tribais será considerada
como critério fundamental para definir os grupos aos quais se aplicam
as disposições da presente declaração e também a recente
Declaração da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre os Direitos dos
Povos Indígenas adotada em 13 de setembro de 2007, no seu artigo 3 diz
que os Povos Indígenas têm direito à livre determinação. Em virtude
desse direito determinam livremente sua condição política e perseguem
livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural. Para tanto
exigimos que esse direito seja respeitado já que a Constituição Federal
assim o garante em seu Art.231
– São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes línguas,
crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que
tradicionalmente ocupam, competindo a União demarcá-las, proteger e
fazer respeitar todos seus bens. E
dando uma maior ênfase ao seu Parágrafo 5º do mesmo Artigo que relata
justamente o que está acontecendo com o povo TUPINAMBÁ que tem a
seguinte redação Art.231 Parágrafo 5º é vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, ad referendum do
Congresso Nacional em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco
sua população, ou no interesse de soberania do país, após deliberação
do Congresso Nacional, garantindo, em qualquer hipótese, o retorno
imediato logo que cesse esse risco. Com
base na legislação citada a Instituição APOINME que é um fiscalizador
natural das políticas públicas voltadas para as comunidades indígenas
conforme Capitulo II, Art.3, V do seu estatuto, solicita providências
cabíveis das autoridades acima citadas frente ao cenário de agressão,
perseguição e criminalização que as lideranças Tupinambá estão
enfrentando.
Atenciosamente,
Manoel Uilton dos Santos
Ana Amorim
30-10-2008 in A vida dos outros | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
“Fazer objeção ao curso destrutivo dos eventos ou na verdade, torná-lo tópico de conversação é sempre considerado falta de educação. Assim na Alemanha nazista, mesmo entre aqueles que mais se identificavam com a “solução final”, falar sobre os assassinatos era considerado um ato descortês.” (Milgram, Obedience to Authority, Pinter & Martin, 1974, p.204)
23-07-2008 | Permalink | Comments (1) | TrackBack (0)
19-07-2008 in Trabalhos | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Uma artista "não-artista", sem
o sentido glamuroso que possa existir nessa escolha de vida, a de ser artista,
porque nada mais é do que uma opção corajosa a de ser ou intitular-se como tal
diante das adversidades atuais dessa “profissão”.
30-06-2008 in Curadores | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Caros Ministros do Supremo Tribunal Federal
Diante da polêmica demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em
Roraima, e sendo premente o julgamento da questão pelo Supremo Tribunal
Federal (STF) brasileiro, os abaixo-assinados têm a declarar o seguinte
1. A Constituição de 1988 reafirmou o direito originário das
terras indígenas, cabendo à União a demarcação de tais terras
indígenas. Tal processo não cria nada, antes reconhece e protege,
formalmente, a situação de ocupação tradicional do território.
2. As terras indígenas são, por determinação constitucional,
inalienáveis e imprescritíveis, e sua propriedade pertencence à União.
Não pertencem, portanto, aos índios, que somente têm seu usufruto e
posse permanente. Sua condição de inalienáveis - terras fora de
comércio - e, ao mesmo tempo, cobiçadas, explicam a disputa. Fique
claro que as terras indígenas, uma vez demarcadas, asseguram a plena
soberania da União sobre tais territórios e a nulidade de eventuais
títulos de propriedade sobrepostos. Tal disputa, portanto, é também
disputa por terras da União e, portanto, terras públicas. E causa
estranheza que a resistência violenta à desocupação das terras, com
atos de destruição de bens públicos e, portanto, absolutamente ilegal,
antes da concessão da liminar, não tenha sido objeto de condenação tão
veemente quanto tem sido quando o Movimento dos Sem Terra (MST) ou
outros movimentos sociais ocupam prédios ou praticam formas de
resistência pacífica.
3. Raposa Serra do Sol não é a maior nem a única terra indígena em
zona de fronteira. Esta condição tampouco fragiliza a integridade e
soberania nacionais, seja porque inexiste, em qualquer lugar do mundo
qualquer movimento separatista indígena, seja porque as terras
fronteiriças também são bens da União. A demarcação contínua, tal como
posta, é, ao contrário do alegado por seus opositores, a salvaguarda da
integridade e soberania nacionais, inclusive pelo acesso facilitado da
Polícia Federal e Forças Armadas a bens públicos, o que não ocorreria
se reconhecidas propriedades privadas no referido território.
4. A área indígena objeto de litígio representa menos de 8% de
Roraima e, mesmo somadas todos os demais territórios indígenas, tal
condição não inviabiliza o desenvolvimento do Estado, que, possuindo,
quanto ao restante, área superior à de Pernambuco e inúmeros outros
Estados com população maior, tem condições de estabelecer projetos
sustentáveis e estratégicos que levem em conta- como fator positivo e
não como entrave- a forte presença indígena na região, em especial na
zona rural e no Exército. O slogan "terra demais para pouco índio", por
outro lado, obscurece a realidade fundiária brasileira, com imensa
concentração de terras nas mãos de poucos proprietários.
5. O longo processo de demarcação das terras indígenas no Brasil (a
Constituição fixara cinco anos para sua finalização) é emblemático dos
desafios postos pela Constituição de 1988: a afirmação dos indígenas
como sujeitos de direitos, não mais passíveis de tutela pelo Estado e
de políticas de assimilação, devendo ser respeitadas suas culturas e
tradições; o reconhecimento da diversidade étnico-racial cultural como
valor fundante do "processo civilizatório nacional" e da própria
unidade do país e a função socioambiental da propriedade, com distintas
formas de manejo sustentável dos territórios pelas variadas comunidades
culturais existentes no Brasil.
6. Uma inflexão da jurisprudência do STF em sentido contrário
àquela até hoje dominante pode implicar a revisão de todos os demais
processos demarcatórios arduamente realizados, o acirramento da
discriminação anti-índios e anti-negros e a conflagração de novos
conflitos fundiários, gerando maior insegurança a estes grupos
subalternos. Países vizinhos, com populações indígenas majoritárias ou
não, têm procurando desenvolver um conceito de "constitucionalismo
multicultural", de que é exemplo a Colômbia. No momento em que se
celebram os vinte anos da Constituição de 1988 e os 60 anos da
Declaração Universal dos Direitos Humanos tal mudança de postura seria
um duro golpe nos direitos indígenas, justamente quando, no plano
internacional, foi finalmente aprovada após trinta anos de discussão,
uma Declaração dos Povos Indígenas. O momento, pois, é de apreensão,
vigilância e também de confiança de que o compromisso, constante na
Constituição de 1988, de prevalência dos direitos humanos, seja
novamente reafirmado.
Atenciosamente
Ana Amorim
Assina a petição - http://www.petitiononline.com/tirssjg/petition.html
29-05-2008 in Povos Indígenas | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Parte 1
Parte 2
Parte 3
23-04-2008 in A vida dos outros, Poder | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Part 1
Part 2
19-03-2008 in A vida dos outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Ola Grazi,
Desculpe a demora em responder.
Pensei muito durante a viagem sobre a sua proposta, e mesmo já tendo aceitado participar da sua publicação, decidi que não vou fazer parte do projeto. E portanto essa carta, que elabora rápidamente alguns dos motivos da minha recusa não deve estar associada ao logo da empresa patrocinadora do projeto.
Há muitas razões para a minha decisão, mas a mais importante voce já conhece, eu não acredito que artistas devam alimentar os espaços apropriados pelo grande capital, com seus estudos, pesquisas e utopias, particularmente os espaços (reais ou virtuais) apropriados por corporações que se usam do patrocínio de “arte” para limpar a sua imagem.
29-02-2008 in Poder | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
“No inicio diziam – esse índio não vai durar mais que seis meses na presidência. Passaram-se os seis meses. Iniciamos as reformas prometidas em Campanha - nacionalização dos hidrocarburos, melhor distribuição das terras...Começaram as pressões por parte das elites e oligarquias. Convocamos a Assembléia Constituinte. Passou-se um ano. Aumentamos muito as reservas do país, tivemos um bom superávit comercial.Era preciso fazer alguma coisa, pensaram os grupos que sempre estiveram no poder. Começaram a fazer boicotes e mobilizar setores da população contra o governo. Passaram-se dois anos. Foi aprovada a nova Constituição. Melhoramos ainda mais os índices econômicos e sociais. É inadmissível que um índio continue presidente do país, pensam as oligarquias da meia lua...” O Presidente Evo Morales continuou em tom de muita franqueza e tranqüilidade a conversa com um grupo de 13 representantes dos povos indígenas da América do Sul e Central e aliados.
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20-01-2008 in Povos Indígenas | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Veja os signatários
Por
uma Reforma Tributária Justa
Ao povo brasileiro e ao governo federal
Os dirigentes de organizações populares, movimentos sociais, intelectuais e
religiosos - abaixo-assinados - vem se manifestar a respeito das recentes
mudanças ocorridas no sistema financeiro do país.
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18-01-2008 in Poder | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
... 'os seres humanos só estão realmente vivos quando percebem que são seres criativos e artísticos.'
Queridos amigos,
...' A arte é um meio genuinamente humano de mudança revolucionária,
no sentido da completa transformação de um mundo doente para um mundo são.
Isso significa que cada ser humano é um artista ou deve ser considerado como
tal, já que a criatividade humana é o real
capital de uma sociedade'.
(Joseph Beuys)
Feliz Natal
Ana
Amorim
http://questoes.blogs.com/
17-12-2007 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Em 1980, após uma aula em que o professor e arquiteto Herbert Duscheness afirmou ser imprescindível que o artista usasse todas as maneiras possíveis para o auto-conhecimento; inclusive através de terapia; fui conversar com ele no final da aula. Ele me deu o telefone da sua esposa, a Maria Ducheness. Conversei com a Maria e ela me indicou uma terapeuta. Iniciou-se aí um processo de 16 anos de análise e busca, tentando manifestar quem 'eu realmente era'. Essa semana, pesquisando videos sobre o Situacionismo eu acidentalmente encontrei esse video sobre esse movimento pelo qual fui profundamente influenciada.
There is a Policeman Inside of All our Heads (part 1-6)
There is a Policeman Inside of All our Heads (part 2-6)
There is a Policeman Inside of All our Heads (part 3-6)
There is a Policeman Inside of All our Heads (part 4-6)
There is a Policeman Inside of All our Heads (part 5-6)
There is a Policeman Inside of All our Heads (part 6-6)
08-12-2007 in Influências | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Exmo. Senhor Presidente da República - Luiz Inácio Lula da Silva
Exmo. Senhor Ministro da Integração Nacional - Geddel Vieira Filho
Saudações cordiais,
Sou artista e tenho acompanhado com interesse os planos do Governo Brasileiro para o Rio São Francisco, tanto no que concerne ao Projeto de Transposição quanto ao Programa de Revitalização.
Respeitosamente, estou me dirigindo a V. Ex.a para compartilhar preocupações sobre os previsíveis impactos sociais e ambientais do Projeto de Transposição.
Tendo em vista a importância histórica, cultural, social, econômica e ambiental do "rio da integração nacional". E ciente dos problemas deste Rio, tais como o desmatamento, o assoreamento, a poluição por esgotos e agrotóxicos, as barragens e o avanço indiscriminado do agronegócio sobre o Cerrado e Caatinga. O estado atual de baixa vazão da barragem Sobradinho de 14% da sua capacidade é prova desta degradação.
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04-12-2007 in Poder | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
30-11-2007 in Artistas, Media | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
As atuais formas globais de produção, consumo e mercado causaram uma destruição massiva do meio ambiente, incluindo o aquecimento global, que está colocando em risco os ecossistemas de nosso planeta e levando as comunidades humanas rumo aos desastres. O aquecimento global mostra o fracasso do modelo de desenvolvimento baseado no consumo de energia fóssil, na superprodução e no livre comércio.
Os camponeses e camponesas de todo o mundo unem suas mãos com outros movimentos sociais, organizações, pessoas e comunidades em defesa de transformações sociais, econômicas e políticas radicais para inverter a tendência atual. Os camponeses, especialmente os pequenos produtores, são os primeiros a sofrer os impactos das mudanças climáticas.
26-11-2007 in Outros | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Napepe, Yanomami pede o seu sangue de volta.
Indígenas Yanomami falam da sua visão do mundo, para explicar por que querem o sangue de Yanomamis que já morreram de volta. Em 1968 Napoleon Chagnon e James Neel, durante uma expedição à Venezuela e Brasil, se apropriaram indevidamente de sangue Yanomami para desenvolver pesquisas. A cultura Yanomami acredita que enquanto houver algum elemento da pessoa falecida na terra, o seu espírito não consegue partir....Eles querem entregar esse sangue de volta aos rios, que é por onde o seu sangue foi criado.
25-11-2007 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Hoje o meu amigo curador me convidou pra ir jantar na mansão do seu amigo artista.
Condição: não abrir a boca quando eu visse a 'casa' do artista; sabendo que ele se recusou a dar a obra de arte, que havia prometido à faxineira que trabalhou com ele por 15 anos.
Dizem que ele a despediu para não ter problemas com encargos legais...
09-11-2007 in Artistas | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)
Será que nós artistas devemos continuar apoiando a imagem dessas empresas?
O Bradesco foi o banco privado que mais lucrou
na história brasileira nos últimos 20 anos. A informação foi divulgada pela
consultoria Economatica, após o anuncio feito nesta segunda-feira (05) pelo
próprio banco sobre o seu lucro de quase R$ 6 bilhões. Este valor foi alcançado
entre janeiro a setembro deste ano e representa um crescimento de mais de 70%
se comparado
ao mesmo período do ano passado.
Para o sociólogo Léo Lince, o Brasil vive um processo histórico que é perigoso não apenas pela monopolização e concentração de capital bancário nas mãos de poucas instituições, mas também porque essa lógica do lucro acaba atingindo instituições públicas que por natureza não deviam ter esse papel.
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07-11-2007 | Permalink | Comments (0) | TrackBack (0)